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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Semelhanças entre Deus e sua palavra




Introdução: O Evangelho de João começa chamando “a Palavra de Deus” como Deus (Leia João 1:1). Isso abre um estudo interessante entre “a Palavra” (Jesus) e “palavra” (Bíblia). Em nosso estudo, vamos ver que Deus é muito semelhante à Sua Palavra – a Bíblia. Os dois estão tão intimamente ligados; é impossível separar os atributos da palavra de Deus (Bíblia) do próprio Deus. Veremos a partir deste breve estudo que existem alguns atributos de Deus que são igualmente verdade para a Bíblia! Há pelo menos sete semelhanças entre Deus e a Bíblia:

1. Deus é perfeito, a Bíblia também é perfeita.
Mateus 5:48 - “Sede vós pois perfeitos, como vosso Pai que está nos céus é perfeito”
Salmos 19:7 - “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”.

2. Deus é eterno, a Bíblia também é eterna.

Salmos 90:2 - “Antes que os montes nascessem, ou que nunca te tivesses formado a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”

Mateus 24:35 - “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”

3. Deus é luz, a Bíblia também é luz.

I João 1:5 - “E esta é a mensagem que temos ouvido dele, e vos anunciamos: que Deus é luz e nele não há treva alguma”

Salmos 119:105 - “A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho”

4. Deus é Espírito, a Bíblia também é Espírito.

João 4:24 - “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram o adorem em espírito e em verdade”

João 6:63 - “As palavras que eu vos disse são espírito e são vida”.

5. Deus é capaz de salvar sua alma, a Bíblia também é capaz de salvar sua alma.

Salmos 72:13 - “Ele (Deus) deve poupar o pobre e necessitado, e salvará as almas dos necessitados”

Tiago 1:21 - “Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas”

6. Deus é capaz de santificar os crentes, a Bíblia também é capaz de santificar os crentes.

I Tessalonicenses 5:23 - “E Deus, o de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”

João 17:17 - “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade”

7. Deus julgará no último dia, a bíblia também vai julgar no último dia.

I Pedro 4:5 - “Quem deve dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos”

João 12:48 - “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue: a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”

Conclusão: A partir deste breve estudo, temos cuidadosamente considerado como Deus é fortemente refletido e ligado com o caráter de Sua Palavra – a Bíblia Sagrada. Ao lado do Senhor Jesus Cristo, a Bíblia é talvez o maior reflexo da natureza de Deus.

Quem e o que é Deus, Sua palavra é muitas vezes similar. Então, dizer que a Bíblia tem erros é como dizer que o próprio Deus é imperfeito! Não podemos ter um Deus perfeito e ter uma Bíblia imperfeita, ao mesmo tempo! A Bíblia adverte os homens em Provérbios 13:13 que, “Aquele que despreza a palavra deve ser destruído, mas o que teme o mandamento será galardoado”

Autor: Pr. Aldenir Araújo
Fonte: Sermão Online
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Com quem se casou Caim?

Caim foi o primeiro filho de Adão. Em Gênesis 4.2 encontramos Caim como lavrador, ou seja, já como homem adulto. Então ele matou seu irmão e saiu da face do Senhor (versículo 16), indo habitar na terra de Nodeversículo (evidentemente ela deveria ter este nome quando Moisés escreveu o Gênesis e significa "nômade" ou "errante"). Não nos é dito quanto tempo se passou do versículo 16 até o versículo 17, quando Caim encontra uma esposa. A Bíblia não nos diz e só podemos nos basear em conjecturas. Mas são conjecturas perfeitamente possíveis e nada têm de estranho.

Alguns, que não crêem, procuram usar desta passagem para desacreditar o escrito divino. Em Gênesis 5.3 nos é dito que Adão estava com 130 anos quando gerou Sete, e esta idade deveria ser um pouco mais que a idade de Caim. Lembre‑se que Adão foi criado adulto e deve ter caído em pecado logo após a criação de Eva pois, embora Deus já tivesse ordenado que se multiplicassem (Gênesis 1.28), Adão só conheceu sua mulher após ter sido expulso do Éden (Gênesis 4.1).

Embora a primeira impressão que se tem é que Sete tenha sido o terceiro filho de Adão e Eva, não podemos afirmar isto com certeza, pois a Palavra de Deus geralmente assinala apenas o nome daqueles que têm alguma importância no contexto ou de quem viria uma genealogia. É comum também se omitir o nome das filhas. O fato de, por exemplo, não encontrarmos os nomes dos descendentes dos bisnetos de Caim não significa que não tenham existido. Simplesmente não são citados pois nada tinham a ver com o relato divino.

Porém, supondo que Adão não tenha tido filhos além de Caim e Abel, depois de haver gerado Sete, Adão viveu mais oitocentos anos e "gerou filhos e filhas". Quantos? Não nos é mostrado, mas você pode imaginar. Se um casal brasileiro consegue gerar uma média de 4 filhos, vivendo uma média de 60 anos, o que não faria durante 800 anos, em condições de saúde muito menos prejudicadas pelo pecado do que a que vemos em nossos dias! Junte‑se a isto os filhos de sua descendência e você chegará a números enormes.

Creio que se Caim viveu uns oitocentos anos (que era a média da época), quando estava com uns trezentos anos já podia escolher, entre um bom número de irmãs (Adão e Eva tiveram filhos e filhas) e milhares de sobrinhas e parentes distantes, uma esposa para si. E não somente isto, como também já podia construir uma cidade para abrigar tanta gente, como realmente o fez no capítulo 4.17. Não faria sentido construir uma cidade se não existisse já uma população para ela. Já li um cálculo que foi feito da população da Terra na época do dilúvio, que aconteceu cerca de 1700 anos após a Criação, e é fantástico o número de pessoas que poderiam estar habitando a Terra.

Não há nada de anormal nisso se multiplicarmos a geração de um homem de nossos dias por dez, que seria o equivalente aos oitocentos anos em média que se vivia então. Pela extensão dos anos de vida do homem naquela época, é possível que netos de Caim, ou até mesmo filhos de sua velhice, tenham perecido no dilúvio. O problema maior para entendermos tudo isso reside no fato esquecermos que o tempo de vida de um homem antes do dilúvio era muito maior que hoje. Mas podemos ficar sossegados; Caim teve tempo suficiente para ter várias opções de escolha até tomar uma esposa para si.

Ao contrário do que você pensou, eu não disse que Caim tenha tido filhos com várias mulheres, pois a poligamia só surgiu depois, com o neto de Caim (bisneto de Adão):

Gên 4:19 Lameque tomou para si duas mulheres: o nome duma era Ada, e o nome da outra Zila.

Adão e Eva tiveram filhos e filhas, não diz quantos, mas devem ter sido em número suficiente para ocorrerem casamentos entre eles e daí surgir uma população para o mundo de então.


Gên 5:3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.
Gên 5:4 E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos; e gerou filhos e filhas.

Para entender a Bíblia é preciso se concentrar no que é dito, não no que não é dito. Quando Deus não informa algumas coisas é porque elas não são importantes para o que Ele está querendo nos ensinar. Quando o professor ensina o aluno a somar dois mais dois ele não explica qual a composição do grafite do lápis ou do papel do caderno, porque isso não iria ajudar em nada o aluno a entender como fazer a conta.

De qualquer modo, a população já era significativa nos tempos de Caim, ou não haveria razão para ele ter construído a primeira cidade que é mencionada na Bíblia:

Gên 4:17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Crescimento que procede de Deus

“... e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Cl 2.19).

O conceito de “crescimento” é muito amplo e por isso requer qualificações. Pode significar simplesmente “aumento” (crescimento da população, da violência, das taxas de juros, da produção agrícola), podendo ser tanto positivo quanto negativo. Também pode ter um sentido mais positivo de “desenvolvimento”, “aperfeiçoamento”, “progresso”. Uma boa definição é “realização de potencialidades”. No que diz respeito aos seres humanos, dois aspectos são importantes: crescimento comunitário e crescimento pessoal.

1. Comunitário
Na passagem de Colossenses, como em muitos outros textos bíblicos, dá-se ênfase ao crescimento do grupo, da comunidade cristã, aqui identificada como um “corpo”. O corpo é uma das imagens mais sugestivas aplicadas à igreja no Novo Testamento (outras imagens são rebanho, edifício, família, lavoura, etc.) . Assim como é natural, saudável e necessário que um corpo cresça, também isso deve acontecer com a igreja, com os cristãos. Duas coisas são importantes aqui: (a) em que aspectos se deve crescer e (b) como alcançar o verdadeiro crescimento.

1.1 Áreas de crescimento
Em Efésios 4.15, Paulo diz que devemos crescer “em tudo”. Mais especificamente, a carta aos Colossenses fala em crescer no “pleno conhecimento de Deus” (1.10) e em “ações de graça” (2.7). Já a primeira epístola aos Tessalonicenses fala sobre a importância de crescer no amor de uns para com os outros (3.12) e a conhecida passagem de 2 Pedro exorta os cristãos a crescerem “na graça e no conhecimento” do Senhor Jesus Cristo (3.18). Generalizando, podemos dizer que os cristãos devem crescer, progredir ou amadurecer em quatro áreas principais: adoração (devoção, culto), comunhão (amor, companheirismo), testemunho (evangelização, discipulado) e serviço (diaconia, solidariedade).

1.2 Meios de crescimento
Para que o crescimento verdadeiro ocorra, existem certas condições apontadas pelos textos bíblicos. (a) O crescimento deve vir de Deus, não do mero esforço, diligência ou criatividade humana. Daí, oração, fidelidade às Escrituras. Crítica ao movimento do “crescimento da igreja”. (b) O crescimento exige submissão e obediência à Cabeça do corpo, Cristo. Ef 4.15b: “... cresçamos em tudo naquele que é o Cabeça, Cristo.” O crescimento deve ser cristocêntrico, não antropocêntrico ou eclesiocêntrico. (c) O crescimento requer profunda união e coordenação entre os membros (Cl 2.19: “juntas e ligamentos”). Ef 4.16: “... de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento...” (d) O crescimento implica numa correta associação de verdade e amor: “... seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo... para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.15a,16b).

2. Pessoal
Deus nos dotou de grandes potencialidades (capacidades, talentos) que precisam ser desenvolvidas, seja na área espiritual, intelectual ou social. Pesquisas tem demonstrado que a maioria das pessoas utiliza apenas 2 a 4% da sua capacidade. O nosso desenvolvimento e progresso pessoal é uma questão de boa mordomia dos dons que o Senhor nos tem concedido. Podemos obter grandes resultados se seguirmos alguns critérios:

2.1 Reconhecer o nosso potencial dado por Deus e assumir diante dele a responsabilidade de sermos tudo o que ele deseja de nós.

2.2 Estabelecer alvos concretos, elevados e realistas para as diferentes áreas de nossas vidas (estudos, profissão, relacionamentos, vida espiritual).

2.3 Planejar cuidadosamente como vamos alcançar esses alvos.

2.4 Ser disciplinados e perseverantes. Isso pode ser ilustrado pelo exemplo de Beethoven, que embora surdo, tornou-se um músico extraordinário graças à sua intensa disciplina e concentração para refinar as suas habilidades.

2.5 Não desistir diante dos primeiros obstáculos, não se esconder atrás de desculpas (se eu tivesse melhor aparência, se eu fosse mais talentoso, se eu viesse de uma família melhor). Havia um homem que era tão tímido que sempre sentava com a esposa no último banco da igreja e saía durante a oração final para não ter de falar com outras pessoas. Sentindo-se chamado para o ministério, começou a envolver-se com pessoas, grupos e atividades da igreja, tornando-se, finalmente, um bem sucedido plantador de igrejas.

2.6 Depender inteiramente da direção de Deus, em oração e obediência.
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